“Quanto mais eu penso em lhe deixar mais eu sinto que não posso, pois eu me prendi a sua vida muito mais do que devia…”

terça-feira, 9 de março de 2010

Qual o segredo da felicidade?

No silêncio da minha casa, na baderna do meu quarto ...
Me cansei de tanta calmaria,
Ligo o som, as mesmas canções,
as mesmas recordações.
Pra esquecer ligo a Tv,
Closer, era o nome do filme,
não tem, não da.
Tantas palavras pra dizer e nada pra falar.
Me enrolo em desculpas,
me perco em caminhos marcados por pegadas.
me esqueço de onde estou.
Sombras de um passado ainda iludem meu presente.
Um passado não mais presente.
Se é que me entende?
ou não?
E pra completar a questão,
"Se a gente não tivesse feito tanta coisa,
Se não tivesse dito tanta coisa,
Se não tivesse inventado tanto
Podia ter vivido um amor Grand' Hotel.
...
Será preciso ficar só pra se viver? (Kid Abelha - Grand' Hotel)*"
Um meio à meio, pra relembrar.
by Kélly Xavier e no som adivinha? Kid Abelha



sábado, 6 de março de 2010

A quem possa interessar.

Minha Lambreta amarela, desço pela estrada a quase 200 por hora, vento deslizante frio em meu rosto.
Vou correndo pra não perder tempo.
Vou quase voando, vou querendo chegar a tempo.
Tempo de ouvir você me chamar, vou correndo pensando que vou agradar.
A quem quero enganar?
Minha lambreta amarela, teu sorriso amarelo, tua força maior.
Tua força desprezível, fez eu me arrepender.
Lágrimas no rosto escorregam, palavras martelam em meus pensamentos, a dor sem fim.
Agonia de voltar de onde eu nem deveria ter saído.
Outra noite, outro dia, a qualquer hora eu vou te encontrar,
Não quero mais te esperar, sentimento varrido,
deixado levar com o vento na lambreta amarela.
Recomeço, futuro, ganância.
Mais uma vez, à 200 por hora na magrela, lambreta, mobilete, ou seja la qual Burgman que for, quero é sentir o vento na cara e deslizar essas estradas à fora.

by Kélly Xavier.
no som Mauricio Manieri - Sua Canção

segunda-feira, 1 de março de 2010

Mãe.

As vezes fico esperando você chegar.
Outras horas me pego chorando de saudade.
Sem querer faço planos contando com você.
A casa, o vazio que ficou.
Tudo mais uma vez.
Me recordo dos planos que íamos realizar quando você ficasse boa.
Me recordo dos teus passos.
Me vejo nos teus passos.
Chorar sozinha já virou rotina.
Pesadelos, saudade, medos, tudo isso já virou rotina.
Cubro meu rosto com a máscara do sorriso, o famoso e falso sorriso.
- Como você esta? (alguém me pergunta).
As mesmas respostas.
Já me cansa de tanto fingimento.
Fico contando as horas pra voltar pra casa.
Quero meu canto,
quero meu quarto.
Quero voltar no tempo e te abraçar e dizer tudo aquilo que ficou por dizer.

by Kélly Xavier 01 de março de 2010.
a música Bruno e Marrone - Quando você quiser


Descendo degraus.

Um grito no escuro.
Do outro lado da linha, sem saber ao menos quem eu era, vomitou milhões de ofensas.
Do outro lado da linha, era só um favor pra fazer.
Do outro lado da linha, a pobre velha sem carater, vomitou seu desespero.
Sem ao menos saber quem eu era.
Pobre velha sem educação.
Deste lado da linha era eu na ligação.
Me calei devido a situação ou me calei por educação.
Me calei talvez pq o cliente tenha sempre razão.
Nunca vi velha tão mal amada.
Nunca vi velha tão malcriada nessa idade,
Bom é velha, nada faz o dia todo.
É velha?
Não, é uma pobre coitada,
Jamais vou desculpa-la.
Sou de escorpião, ser vingativa é meu veneno.
Quero mais é que ela viva o suficiente pra lavar a boca das coisas que me falou,
sem que eu retrucasse uma virgula.
Venho de família com muita educação.
Eu tenho muita educação.
Educação é meu sobrenome.
Velha?
Não!
Velhos ou idosos,
Todos tem o meu eterno, carinho, admiração e respeito.
Mais essa pobre coitada, que se dane,
Jamais terá meu perdão.
Minutos depois, na linha a mesma velha chorando, implorando desculpas.
Já não era mais eu a ouvir os lamentos, os apelos de desculpas da maldita velha arrependida.
Já passou, foi feito, foi dito e engolido.
O gostoso é saber que a maldita velha completamente envergonhada e arrependida, chorava.
Chorava pedindo desculpas.
Ainda não é suficiente para um escorpião vingativo.

by Keh Xavier
Na vitrola Maroon 5 - She Will Be Loved

Quando eu me calo.

Quando eu me calo, eu respiro.
Respiro fundo e penso.
Quando eu penso, eu vejo.
Vejo a força do meu poder.
Vejo a angústia de um inimigo, vejo as dores da perda.
A inteligência e o desespero do meu rival.
Quando me calo, eu respiro, e o faço perder a linha.
Faço acreditar que o mundo é dele.
Não soletro uma sílaba, apenas respiro.
Deixo o tempo passar,
Deixo as lágrimas caírem,
Deixo o tempo falar por mim.
Tempo, cruel e doloroso.
Tempo invencível, tempo invisível.
Não me dê tempo, pois sou um ser muito paciente.
Tempo pra administrar,
Tempo pra superar.
Tempos de vitória.
Trago meus inimigos na base do tempo.

by Keh Xavier
No som rola, Kelly Clarkson - Because of you

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Tudo azul com bolinhas brancas.

Já é Fevereiro.
Conta comigo, cinco meses se passaram,
resolvi não mais pensar,
resolvi fingir pra não afundar em dor,
resolvi criar um outro mundo,
todo azul com bolinhas brancas.
Onde o futuro é claro,
onde as mães não vão embora,
onde sonhos se realizam.
Onde não a dor e nem saudade.
Parei de contar nos dedos, perdi a conta,
me conta um segredo que eu não saiba.
Me faz sorrir, reza por mim, reza por nois, tuas filhas, teus netos.
Aparece em meus sonhos.
Tira a dor e o vazio que ficou.
Faz de conta,
Faz tudo parecer quer foi um sonho,
um sonho azul com bolinhas brancas.
by Kélly Xavier.
Música Mariah Carey - Hero

É a chegada do final.

Pressão, toca o terror!
As palavras se vão, as palavras não aparecem.
Meu carro parece um coletivo azul,
puxa a cordinha que eu quero descer motorista!
Me leva pro infinito?
Me trás um milhão de carinho?
Me pega no colo e me faz um cafuné.
Não pergunta nada, me deixa chorar.
Não sei se é de dor ou de saudade, a tal maldita saudade.
Ainda escuto The Cranberries.
Ainda escuto teus passos pela casa.
Meu telefone toca, não é mais você.
É a chegada do final.
Não disse pra chegar nesse tal de final.
by Kélly Xavier
Na vittrola toca Mariah Carey - Open Arms